COMUNICADO IMPORTANTE

Os Príncipes Imperiais D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e D. Bertrand de Orleans e Bragança não possuem páginas nos sites de relacionamento da Internet, notadamente no Facebook. Portanto, os que estão sendo exibidos são apócrifos. Medidas pertinentes serão tomadas para tirá-los do ar.

São Paulo, 8 de abril de 2013

José Guilherme Beccari
Presidente da Pró Monarquia

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Folha de S.Paulo
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO DE 2013

Bertrand de Orleans e Bragança
TENDÊNCIAS/DEBATES
Improvisação, aventura e caos


O Brasil vive um momento de incertezas que parece rumar para a improvisação, a aventura e quiçá o caos. Em todo o mundo, grupos revolucionários de diversos matizes de esquerda buscam ressurgir das cinzas de suas falidas ideologias e capitanear anseios ou descontentamentos populares investindo contra "tudo o que aí está".

Iludindo incautos, visam uma democracia direta das ruas, pela qual minorias de ativistas radicais imponham à sociedade e às autoridades (acuadas ou coniventes) um difuso despotismo, contrário à propriedade privada, destruidor da família, propugnador de estilos de vida alternativos e com notas crescentes de militância anticristã. Movimentos como o Occupy Wall Street ou os chamados Indignados na Espanha são disso exemplos recentes.

Os 20 centavos foram o estopim para que, no Brasil, grupos desse naipe (como o Movimento Passe Livre, originário dos fóruns sociais mundiais) articulassem mobilizações que rapidamente degeneraram em agressões e atos de violência.
Sem representatividade social, foram, porém, erigidos em "voz das ruas" por considerável parte da mídia e escolhidos como interlocutores oficiais, num jogo de prestidigitação político-ideológica.

Entretanto, a realidade no Brasil é sempre mais complexa do que a imaginam certos profissionais do caos. Tais ondas de choque vieram de encontro a um difuso, calado, mas autêntico e profundo descontentamento que, de há muito, fermenta na opinião pública. O que mudou, em boa medida, a conformação das manifestações de rua.
Em nossa cambaleante democracia, os reais anelos do "homem da rua" são ignorados pelo mundo político, e os debates sobre temas de interesse nacional, bem como os processos eleitorais são reduzidos a cambalachos de bastidores.

Imaginando equivocadamente que a opinião pública anseie por instituições e leis acentuadamente progressistas, sucessivos governos foram arrastando o Brasil para uma esquerdização dissolvente. Tal esquerdização foi somando fatores de inconformidade no Brasil real, nesse Brasil em ascensão, que labuta e produz, que quer ser autenticamente brasileiro, em continuidade com seus valores e seu passado.

Por ocasião da Constituinte, em 1987, Plinio Corrêa de Oliveira alertava para o divórcio que se gestava entre o país legal e o país real: "Quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha para o imprevisto. Até para a violência (...)".

Por um fenômeno mais psicológico do que ideológico, a imensa maioria de nossos conterrâneos quer segurança e não aventuras. Mas a determinação do governo parece ser a de incrementar o processo de esquerdização autoritária. Propagandisticamente, pode dar certo distorcer a realidade, mas no fundo das mentalidades só se agravará o divórcio entre o país legal e o país real.

DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA, 72, é trineto de dom Pedro 2º, príncipe imperial do Brasil, segundo na ordem de sucessão, diretor nacional do Movimento Paz no Campo.
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D. Luiz: "Nhá Chica é genuína e caracteristicamente brasileira"

Por ocasião da beatificação de Francisca de Paula de Jesus, mais conhecida como Nhá Chica, em 4 de maio, em Baependi (MG), o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, impossibilitado de comparecer à cerimônia, enviou à Comissão Organizadora o seguinte telegrama:

Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal Legado Dom Angelo Amato
Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom Frei Diamantino de Carvalho, OFM
Reverendíssimas Irmãs Franciscanas do Senhor
Doutor Paulo Villota, Postulador

Agradecendo o convite recebido para a Missa Solene de Beatificação de Francisca de Paula de Jesus — Nhá Chica, a realizar-se no dia 4 de maio corrente nessa Cidade de Baependi, venho, em meu nome e no de toda a Família Imperial, congratular-me com as autoridades eclesiásticas e com a gente baependiense pela solene proclamação das virtudes da Venerável.

Impossibilitado de comparecer, associo-me ao júbilo de quantos desejaram essa proclamação, por ela trabalharam ou pela Venerável foram, em ver assim passar a brilhar no firmamento da Santa Igreja mais este belo e próximo exemplo de santidade de vida.

Durante muito tempo o Brasil católico — a Terra de Santa Cruz — sentiu a ausência de santos brasileiros reconhecidos. Afortunadamente eles vêm chegando, como a manifestar o desvelo da Providência em que nossa Nação conte, nessa quadra histórica, com mais intercessores. E Nhá Chica é muito genuína e caracteristicamente brasileira, por suas origens, seu temperamento, sua bondade, sua Fé singela e íntegra.

Desejando a essa solene celebração todo brilho e unção, rogo a bênção episcopal e orações, para mim e minha Família.

Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil

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D. Bertrand lançou em Curitiba seu livro "Psicose Ambientalista"

O Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança lançou, em 9 de maio último, seu livro "Psicose Ambientalista -- Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma 'religião' ecológica, igualitária e anticristã", na capital paranaense. O evento ocorreu na Livraria Curitiba, do ParkShopping Barigui. O livro mostra como a discussão sobre ambientalismo tem um viés ideológico profundo. Constitui nada menos que uma reapresentação da velha e fracassada doutrina comunista, hostil à propriedade privada, em que o vermelho do comunismo foi substituído pelo verde do ambientalismo. Após a apresentação da obra para numeroso público, o Príncipe participou de sessão de autógrafos. As fotos a seguir foram extraídas do site da Livraria Curitiba.

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Câmara Municipal do Rio homenageia a Princesa Isabel

No dia 13 de maio último, dia em que se comemorou os 125 anos da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, o vereador Cesar Maia prestou homenagem à Redentora em sessão solene na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. D. Antonio de Orleans e Bragança, acompanhado de sua esposa a Princesa Christine de Ligne de Orleans e Bragança, representou o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe D. Luiz e dirigiu aos presentes breves palavras sobre sua ilustre bisavó.

Na ocasião D. Christine recebeu do vereador Cesar Maia uma estatueta da Princesa Isabel e um buquê de camélias, flor-símbolo do abolicionismo.

Presentes na solenidade D. José Palmeiro Mendes, abade emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, a Sra. Gracy Mary Moreira, diretora do Museu do Negro da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, monarquistas e público em geral.

As fotos abaixo foram extraídas do site oficial da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

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D. Pedro Henrique autoriza o traslado de D. Leopoldina

Tendo em vista o grande interesse dos brasileiros pelo recente trabalho de exumação de nossos imperadores, seria oportuno relatar como o corpo da primeira esposa de D. Pedro I, D. Leopoldina, foi transferido do Rio de Janeiro para o Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

Transcorria o ano de 1954, em que se comemorava o IV Centenário da metrópole paulista, e a Prefeitura queria marcar a data com o traslado dos despojos de D. Leopoldina para o Pantheon do Ipiranga.

Incumbiu-se da tarefa de agenciar esse traslado o Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Prof. Ernesto de Souza Campos, que em 25 de junho de 1954 dirigiu ao Príncipe D. Pedro Henrique, então Chefe da Casa Imperial brasileira, uma carta, escrita em nome do IHGSP e da Prefeitura. Nessa carta informava já ter efetuado as necessárias consultas ao Governo Federal e ao guardião do Convento do Rio de Janeiro em que estava sepultada a Imperatriz, e acrescentou:

“Como é do conhecimento de Vossa Alteza Imperial, a Prefeitura construiu no Ipiranga, exatamente no local  em que D.  Pedro  I proclamou a Independência do Brasil, um belíssimo Pantheon todo revestido de mármore e bronze para nele serem guardados e venerados os despojos de Sua Majestade o Imperador e Sua Augusta Esposa, D. Leopoldina, que muito trabalhou pela nossa Independência. [...] Muito nos honraria se Vossa Alteza Imperial aquiescesse em ser efetuada a trasladação ora solicitada”.

D. Pedro Henrique respondeu a 26 de julho do mesmo ano, em termos tão elevados que resumir suas palavras seria privar os brasileiros de verdadeira obra-prima de simplicidade, categoria, charme, espírito sobrenatural e, em uma só palavra, nobreza. Aqui transcrevemos o documento, de transcendente interesse histórico:

Em sua carta de 25 de Junho, que me chegou às mãos em 21 do corrente mês, V. Excia. solicita que eu autorize a trasladação dos restos mortais de minha augusta trisavó, D. Leopoldina, do jazigo do Convento de Santo Antonio, no Rio de Janeiro, para o Mausoléu-Pantheon que a Prefeitura de S. Paulo construiu na colina do Ipiranga.

Devo dizer a V. Excia. que acho a idéia feliz, pois D. Leopoldina bem merece descansar ali onde o Brasil nasceu como nação independente, ela que tanto fez pela independência do Brasil e tanto a desejou.

Como Chefe da Casa Imperial do Brasil dou meu consentimento para esta trasladação dos despojos de minha venerada Ancestral, mas devo antes pedir algumas condições que passo a expor.

Primeiro. Que a Câmara Mortuária do Pantheon seja adornada de um grande Crucifixo, que dê ao mausoléu um caráter religioso.

Segundo. Que haja um altar no Pantheon onde se possam celebrar Missas em sufrágio das almas dos que lá descansarem.

Terceiro. Que o mausoléu seja previamente bento por sacerdote católico.

Minha Família é e sempre foi profundamente católica, e não poderia se conformar que algum de seus membros repousasse em terra e ambiente não sagrados.

Uma vez garantidos estes três pontos, eu, como Chefe da Casa Imperial, consinto prazenteiramente que os despojos de D. Leopoldina sejam trasladados da Igreja do Convento de Santo Antonio para o Mausoléu do Ipiranga.

Quero porém crer que V. Excia. se tenha igualmente dirigido a meus primos, os Senhores D. Pedro Gastão e D. João de Orléans e Bragança, cujo consentimento também é necessário para se tocar no sepulcro de nossa augusta Avó.

Felicito V. Excia. pela luminosa iniciativa, que dará um cunho sagrado à histórica colina do Ipiranga, e fará do Monumento de nossa independência um memorial ainda mais eloquente, a tornar viva aos presentes a epopéia de nossa Emancipação política.

Deus guarde V. Excia.

a) Pedro Henrique de Orleans e Bragança
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Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança

Transido de pesar, cabe-me o dever de registrar, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, o desaparecimento de meu querido e já saudoso sobrinho, D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, no fatídico acidente do vôo da Air France (Rio-Paris), ocorrido no dia 31 de maio, em pleno Oceano.

Diante da pungente dor de seus pais, D. Antonio e D. Christine, de seus irmãos, D. Amélia, D. Rafael e D. Maria Gabriela, e de minha querida Mãe, D. Maria, volto para eles minha especial solicitude e meu particular afeto. Solicitude e afeto que volto igualmente - e, junto comigo, toda a Família Imperial - para aqueles que perderam seus entes queridos no referido acidente aéreo. A todas estas famílias - de modo muito especial às brasileiras - a Família Imperial estende seus sentimentos e roga a Deus pelo descanso eterno de cada vítima.

Nestes dias, de todo o Brasil e até do exterior, chegaram aos pais de D. Pedro Luiz, bem como a mim e a toda a Família Imperial, numerosas e sinceras manifestações de pesar por tão trágico sucesso. Não posso deixar de ver nessas sentidas manifestações a expressão viva e autêntica do sentimento familiar e dos laços de afeto que sempre uniram a Família Imperial e os brasileiros, monarquistas ou não.

D. Pedro Luiz - até então, 4º na linha de sucessão dinástica - era um jovem Príncipe que despontava na sua geração como uma promessa, suscitando o interesse e a atenção de muitos, por seu modo aprazível, por suas inegáveis qualidades e pela tradição que representava.

Como fruto da exímia formação e do senso do dever, incutidos por seus pais, após se ter formado em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro, e se pós-graduado pela FGV, dava ele os passos iniciais de uma promissora carreira profissional, no BNP Paribas, no Luxemburgo, tendo a preocupação e o empenho de fazer ver aos estrangeiros as grandes potencialidades de nosso País.

Mas sua presença era especialmente querida entre aqueles que acreditam ser o regime monárquico uma solução adequada para o Brasil hodierno.

Foi D. Pedro Luiz presidente de honra da Juventude Monárquica e participou de ações e eventos de relevo em prol dos ideais monárquicos - muitas vezes na companhia de seus pais - chegando até a representar a Casa Imperial, em mais de uma ocasião, sendo-me especialmente grato recordar sua presença, em Portugal, em comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael - irmão do desaparecido - a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.

Ao encerrar esta dolorosa comunicação, volto meu olhar a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a quem suplico confiante que acolha na eternidade a D. Pedro Luiz. E rogo especiais orações por ele, bem como por seus pais, irmãos e por minha querida Mãe, a todos aqueles que, com espírito de fé, acompanham a Família Imperial neste momento de luto.

São Paulo, 5 de junho de 2009

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil