Portugal, Brasil e o sonho das Navegações

"Se a Monarquia é um sonho, a República é um pesadelo!"

 

Para muitos, o sonho não passa de um devaneio ou de um plano feito nas nuvens.

Disse um grande monarquista brasileiro que "sonhar é desejar", mas desejar colado à realidade. E acrescentava que cada povo tem seu sonho. Este sonho é algo que nasce das riquezas de alma mais profundas de cada indivíduo, em função da missão histórica que a cada um foi confiada, e que todos em conjunto, enquanto povo, tendem a realizar.

As navegações lusas foram, sem qualquer dúvida, exemplo maravilhoso de um sonho assim. Tendo nascido na alma de muitos um anseio profundo de dar "novos mundos ao mundo", os portugueses avançaram resolutamente pelo Oceano desconhecido.

Para o Brasil, foi grande o privilégio de os ter tido como descobridores e povoadores. É o que nós, brasileiros, devemos proclamar nas celebrações dos 500 Anos. Recebemos, vinda da bondade lusa, uma herança inestimável que marcou e marcará para sempre a nossa História, "mestra da vida", onde aprendemos que, entre todos os povos que deixaram suas próprias terras, nenhum foi tão generoso como o que veio do Reino de Portugal.

Sim, a generosidade foi uma das principais notas das Navegações. Mas o que é a generosidade? É uma entrega profunda por um ideal! E os Reis de Portugal naquele tempo convidavam a juventude nacional a esta entrega, com espírito de sacrifício, abnegação e renúncia (muitas vezes a bens legítimos) e tudo isto era aceito com alegria, pois os generosos lusitanos viam a grandeza do ideal que os chamava.

Era o sonho que impulsionava esta gesta. Foi o sonho que fez a grandeza de Portugal. E é o sonho de uma Restauração Monárquica, "aquém e além-mar", que fará a grandeza futura do Brasil e de Portugal. Estas nações têm saudades dos Reis que souberam interpretar o desejo dos seus povos e guiá-los firmemente para a sua consecução.

O nosso sonho é a Monarquia!

Alguém, com um sorriso sardônico nos lábios e com ar de aparente superioridade, que com "sonhos" não se chega a lugar nenhum e muito menos se convence alguém a desejar a Monarquia. A verdade, caro leitor, é que para realizarmos o nosso desejo, temos já bastante firmes na cabeça e na ponta da língua as vantagens políticas, econômicas, sociais e culturais da forma monárquica de governo. Mas achamos bem certo bem certo que quem não entendeu o lado mais elevado da Monarquia - o desejo profundo de um povo, o sonho de um povo - também não deve ter entendido a grande importância da Descoberta do Brasil para a História do Mundo!

Celebremos, pois, os 500 Anos e continuemos a lutar pela Restauração.

Ibsen Noronha
Presidente da Juventude Monárquica
 

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