Uma proclamação que não era a República.

Ao chegar no ministéro da Guerra no Rio de Janeiro, o Marechal Deodoro, subiu as escadas que condiziam ao um anadar superior - onde estava o gabinete vencido do Visconde de Ouro Preto - Deodoro, de quepe na mão gritou "Viva Sua Majestade, o Imperador". O grito não foi de viva à República; nem podia ter sido. Deodoro não se pusera à frente da tropa para fazer a República.

Tomara a chefia em plena marcha, para fazer derrubar o Ministério e impor decisões da revolução em nome do Exército e da Armada.

Nisto fora nomeado um novo gabinete, na qual seria presidido por Silveira Martins, a dificuldade realmente intransponível era fazer Deodoro aceitarum ministerio presidio por Silveria Martins, que fora indicado ao Imperador, pelo Visconde de Ouro Preto. Eram inimigos desde o tempo em que o Marechal serviu no Rio Grande do Sul, quando disputou com Silveira Martins as graças da Baronesa do Triunfo. Somente saber, já de noite, através de Benjamim Constant, que o Imperador havia nomeado Silveira Martins para o Cargo, Deodoro teria se resolvido a aceitar a instauração do regime republicano.

Também se tentou que Deodoro fosse ter um encontro pessoal com D.Pedro II, mas o marechal recusou-se com estas palavras: - Se eu for, o velho chora, eu choro também, e está tudo perdido.

Mais tarde a própria Princesa Isabel confirma: A idéia de chamar para formar ministério Silveira Martins, seu inimigo mortal(uma vez que Ouro Preto estava preso, e solto sob palavra, pediu demissão),facilitou o trabalho dos republicanos que o cercavam, os quais alegando "pretensas injustiças e faltas de liberdade e perseguição ao Exército e a Armada" aproveitaram-se de seu descontentamento da situação e conduziram-no a República.

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