Deodoro: o primeiro presidente do Brasil, tomou posse com as condecorações do império e em seu sabre estava o anagrama do imperador: P.II (Pedro Segundo).

O Sociólogo Gustavo Le Bon traçou de nossa terra este quadro vergonhoso:

"Um só país tinha escapado a essa profunda decadência dos povos sul-americanos, em virtude de um regime monárquico que colocava o governo ao abrigo das competições. Depois o país ficou entregue a uma completa anarquia, e em que poucos anos a gente imcumbida do poder dilapidou de tal maneira o tesouro, que os impostos foram aumentados em proporção desmedida".


  • A proclamação da República implantou na realidade uma ditadura

Quando falaram a Dom Pedro II sobre a possibilidade da proclamação da república, ele comentou: - Então vocês verão o que é poder pessoal ...

De fato, vinte e quatro anos após a proclamação da república, o senador Muniz Freire analisava o regime:

O Pais anda entregue às tenazes de um sistema que não é mais do que o poder pessoal universalmente organizado. Poder Pessoal praticamente irresponsável do presidente da República. Poder pessoal dos indivíduos, famílias ou facções que se assenhorearam dos Estados. Pior, muito mis direto, muito mais ofensivo, muito mais em contato com a carne do que o outro. Poder pessoal dos chefes políticos. O império desmoronou-se, o poder pessoal do Monarca foi destruído, e no seu lugar surgiu essa vegetação daninha de poderes pessoais muito mais intoleráveis.

O objetivo do poder pessoal que hoje domina em toda a parte é garantir aos seus detentores, suas famílias, seus parentes e sequazes o emprego que fornece o ganha-pão, ou a posição que dá prestígio à sombra do qual aumentam os bens e se fazem fortunas. Honradamente quando se é honrado, e por todos os meios, mesmo os mais cínicos e criminosos, quando se não possui escrúpulo, nem probidade, nem decoro. O Brasil político pode ser considerado um agregado de ventres.

O Visconde de Pelotas, escrevendo em 1890 ao Visconde de Ouro preto sobre a Proclamação da República, declara:

"O pronuniciamento da guarnição do Rio, que deu como resultado a proclamação da República, surpreendeu-me mais do que V.Exa., que dele teve aviso horas antes. Não julgava possível a República enquanto vivesse o Imperador, e daí a minha surpresa. se de mim tivesse dependido a sua permanencia como Chefe da Nação, afirmo-lhe que não teria sido deposto. A República teve contra si haver sido feita por um pronunciamento militar, representado pela quinta parte do Exército.

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